
GAME OVER OTAN ! ! !
Strasbourg, França///abril 2009
No último dia 4 de abril a OTAN - Organizacão do Tratado do Atlântico Norte - completou seus 60 anos de existência em uma reunião de cúpula na fronteira da França com a Alemanha. Criada em 1949, logo no inicio da guerra fria, a OTAN firmou um acordo que uniu os países do oeste europeu para fazer frente ao bloco soviético.
Seis décadas depois, a Organização esta ainda mais fortalecida apesar de submersa em um contexto totalmente novo. Hoje conta com a adesão ao tratado de praticamente o dobro de países que continha em sua fundação, e já não mais enfrenta inimigo algum em um contexto geopolítico, cabendo a ela apenas exercer sua gigantesca pressão bélica nas decisões políticas dentro e fora da união européia.
Como era de se esperar, paralelamente ao aniversário dessa organização assassina, diversas ações foram organizadas aos arredores do mundo e o estado se preparou com o reforço de mais de 30 mil policiais vindos da Alemanha e da Franca. Em Freiburg, na Alemanha, um centro de convergência foi organizado já com algumas semanas de antecendência a reunião da OTAN e uma demonstração no dia30 de Março contou com 2.500 pessoas, marcando o inicio dos protestos. Em Strasbourg, Franca, a partir do dia 1° de abril um acampamento autogestionário- camp/sink/nato/2009 - foi organizado para receber os manifestantes e promover interação entre coletivos//indivíduos, ações diretas coordenadas, debates, trocas de informações e materiais. Mais de 3.000 pessoas participaram do camp, mas infelizmente quase uma centena de pessoas foram impedidas de ingressar na França, o que representa um atentado a diversos tratados de migração firmados durante a construção da União Européia.
Strasbourg, França///abril 2009
No último dia 4 de abril a OTAN - Organizacão do Tratado do Atlântico Norte - completou seus 60 anos de existência em uma reunião de cúpula na fronteira da França com a Alemanha.
Criada em 1949, logo no inicio da guerra fria, a OTAN firmou um acordo que uniu os países do oeste europeu para fazer frente ao bloco soviético.
Seis décadas depois, a Organização esta ainda mais fortalecida apesar de submersa em um
contexto totalmente novo. Hoje conta com a adesão ao tratado de praticamente o dobro de países que continha em sua fundação, e já não mais enfrenta inimigo algum em um contexto geopolítico, cabendo a ela apenas exercer sua gigantesca pressão bélica nas decisões políticas dentro e fora da união européia.
Como era de se esperar, paralelamente ao aniversário dessa organização assassina, diversas ações foram organizadas aos arredores do mundo e o estado se preparou com o reforço de mais de 30 mil policiais vindos da Alemanha e da Franca. Em Freiburg, na Alemanha, um centro de convergência foi organizado já com algumas semanas de antecendência a reunião da OTAN e uma demonstração no dia30 de Março contou com 2.500 pessoas, marcando o inicio dos protestos.
Em Strasbourg, Franca, a partir do dia 1° de abril um acampamento autogestionário- camp/sink/nato/2009 - foi organizado para receber os manifestantes e promover interação entre coletivos//indivíduos, ações diretas coordenadas, debates, trocas de informações e materiais. Mais de 3.000 pessoas participaram do camp, mas infelizmente quase uma centena de pessoas foram impedidas de ingressar na França, o que representa um atentado a diversos tratados de migração firmados durante a construção da União Européia.
O Camp estava localizado em uma área rural da França, muito próxima ao rio Rhein - que marca a fronteira entre a Alemanha e a França - e a cerca de 2 km da cidade em si. Apesar de grande parte dos participantes virem da Alemanha e França, havia pessoas de todas asn rtes da Europa e até de outros continentes. A Partir do Camp foi possível realizar vários atos… já no primeiro dia houveram alguns enfrentamentos com a policia que impediu os manifestantes de caminhar até a cidade. No dia 2 de abril uma grande demonstração tomou forma a partir do camp em resposta a morte de IAM TOMLINSON , que faleceu segundos após ter sido atacado pela tropa de choque da policia inglesa durante as manifestações contra a reunião do G20 no dia 1° em Londres. Ao chegar á cidade, xs manifestantes enfurecidxs pelo assassinato do companheiro, atacaram vários pontos da cidade e pouco depois sofreram forte repressão, o grupo se dividiu em dois, e parte foi para floresta sendo encurralados pela policia o que resultou em muitxs feridxs e quase uma centena de detidxs. A outra parte voltou ao camp, seguida pela policia que foi barrada na entrada do camp por barricadas e pedras em um confronto que durou cerca de duas horas.

No dia seguinte mais manifestações foram organizadas pela libertação de todxs xs detidxs e pelo fim da repressão. As pessoas foram impedidas de chegar a cidade a poucas quadras do camp, ainda no vilarejo, o que ocasionou em mais confrontos com a policia. Desta vez sem detidos ou feridos. Já no Sábado, 4 de abril, eram esperadas as maiores demonstrações… que partiriam até a cidade na tentativa de bloquear a reunião dos líderes da OTAN, contando com a participação dedezenas de grupos ligados as mais variadas lutas. Já na saída do camp alguns grupos foram mais uma vez impedidos de chegar a cidade, mas uma grande parte das pessoas conseguiu se deslocar já que esse ato tinha autorização.Depois de alguns quilômetros de caminhada ate a cidade, vários bloqueios se formaram nas pontes que conectam os dois paises segurando o tráfego por um bom tempo em uma bela demonstração de organização e desobediência civil. Ao mesmo tempo outros grupos erguiam barricadas em vários pontos da cidade, resistindo aos enfrentamentos com a policia. Meia dúzia de prédios foram depredados e alguns queimados, assim como o polêmico incêndio do Hotel Ibis, que por aqui se especula ser uma armação da policia, pois o hotel estava totalmente vazio, o incêndio começou no terceiro piso e o fogo se espalhou rápido demais para um incêndio a coquetel molotov, como diz a policia. Um longo dia de resistência a repressão, resultando em centenas de pessoas feridas e aproximadamente 60 pessoas detidas. Domingo, 5 de abril: as tendas começam a ser desmontadas apesar de que os três helicopteros que nos guardaram durante toda a semana ainda não param.
Enquanto ouvimos a noticia de que muitxs dos detidxs já foram liberadxs, somos informados também que havia controle policial massivo em todas as saídas do camp, e que estavam 
buscando por qualquer evidência de participação em black block’s dentro das bagagens, e que muitas pessoas estão sendo detidas. Boa parte das pessoas decidiu esperar, enquanto o Legal Team, junto com a Anistia Internacional tentavam um contato com o chefe de policia para abrir todas as saídas. Nada feito, o controle continua durante todo o dia…e boa parte dos carros que partiram do camp não voltaram; foram detidos ou passaram? Depois de umas quatro horas resolvemos partir também já que com a diminuição do número de pessoas no camp a policia ameaçava invadir o próprio acampamento. Não foi uma saída tranqüila sem dúvida, fomos parados por três patrulhas diferentes, intensamente revistados, fotografados, itens pessoais confiscados, …em quase 3 horas de controle e averiguação.
Uma semana depois, quase a totalidade dxs detidxs foram liberadxs, mas algumas pessoas estão enfrentando processos por, por exemplo, ter um machado no acampamento. Não há justica, não há liberdade! Abaixo ao Estado e todas as suas instituições!
Nem G8, Nem OMC, Nem OTAN. AUTONOMIA! LIBERDADE!


